férias de inverno # 1
31 agosto, 2011 às 12:03 am | Publicado em artes visuais, filhos & família, passeios & viagens | Deixe um comentárioEstas férias de inverno foram especialmente conturbada pelas gripes, sinusites, faringites e todas as “ites” possíveis. Tivemos alguns acontecimentos inesperados no início de julho, que fez o clima de férias só aparecer lá pelo fim do mês. As crianças foram bastante colaborativas e passaram as primeiras semanas em casa ou nas imediações, e esbanjaram criatividade para preencher os dias.
kit agente secreto – em andamento
A tão aguardada viagem de férias finalmente chegou e lá fomos nós, um dia inteiro na estrada para chegar na capital mineira – BH! Depois da experiência no ano passado com nossa road trip, esta não foi tão difícil – uma boa dose de preparo psicológico, muitos lanchinhos, algumas paradas e vários cds ajudaram. E claro, a promessa de uma cama confortável e piscina no dia seguinte também animou :)

Tivemos pouco tempo para explorar a cidade, e a primeira visita foi ao parque da Pampulha, para satisfazer um desejo antigo de conhecer a famosa Igreja de Niemeyer, e bem aproveitado pela família inteira, graças ao clima excelente e a natureza exuberante.



O ponto principal de nossoa ida até BH era visitar Inhotim, a 60km da capital. Numa terça-feira saímos o mais cedo que conseguimos (as 9h e …) e chegamos por volta das 10h30. Fiquei surpresa ao ver que já haviam vários ônibus de turismo e outros tantos carros com famílias inteiras no estacionamento – em plena terça-feira! O caminho até lá (como todas as estradas desta viagem) foi bastante árido e empoeirado – resultado de um sol escaldante e da falta de chuvas desta época do ano.

A chegada a Inhotim foi como entrar num oásis depois de tanta poeira, e só ficou melhor lá dentro. Apesar de ter bastante gente visitando, tudo é muito tranquilo dada a dimensão do “parque”. Minha expectativa em relação a Inhotim era bem alta (eu pesquisei uns tantos blogs e artigos antes de decidir pela viagem), e ainda assim, fiquei agradavelmente surpresa com tudo que encontrei. Uma mistura de parque, com um paisagismo lindíssimo (projeto inicial de Burle Marx), bom atendimento e simpatia dos funcionários, obras contemporâneas de alta qualidade dentro e fora de edifícios, edifícios que por si só já mereciam a visita. Impressionante.


detalhe da obra Narcissus Garden, de Yayoi Kusama
Não conheço muito de arte contemporânea, as vezes adoro, outras não tenho paciência, e já faz algum tempo que abandonei as bienais, mas em Inhotim é fácil gostar das obras, dos pavilhões, das inúmeras surpresas, não só eu gostei, como J. também e as crianças a d o r a r a m.

até os bichinhos são irresistíveis

banco tronco - ponto de descanso ou de espera do transporte interno, ou ainda, brinquedo gigante.

Espaço para correr, obras para tocar (poucas), grama, lago, passarelas, paradas para descanso e lanchinhos, muitas outras crianças: sim, eles adoraram.


Tirei tantas fotos – muito mais dos jardins do que das obras – já que boa parte não pode ser fotografada, e mesmo assim fica aquela sensação que não dá para transmitir a grandeza dos jardins ou a surpresa em cada parada.

sonic pavillon, Doug Aitken

de lama lâmina, matthew barney (do lado de fora)

de lama lâmina, matthew barney
Tivemos nossas obras preferidas, e quero listar algumas para não esquecer – o sonic pavillon encantou especialmente as crianças, de lama lâmina impressiona pela dimensão e o caminho para chegar é parte da obra, nos emocionamos com Forty Part Motet (Janet Cardiff), desvio para vermelho e através (uma das poucas obras que se pode interagir, para alegria das crianças, ambas de Cildo Meireles), copulônia (Ernesto Neto – uma das minhas preferidas), a surpresa de Seção Diagonal (Marcius Galan ), adorei as esculturas de Edgard de Souza. E muitas outras obras e artistas, estas eu não queria esquecer, então procurei as referências, mas tem muita muita coisa bacana para ver.
Quase no fim do dia, corremos para visitar o pavilhão da Adriana Varejão, uma das poucas artistas que já conhecia e admirava o trabalho, valeu a pena a corrida e além da obra, fiquei boquiaberta com o pavilhão – um projeto de arquitetura sensacional, e não foi o único que me encantou. O Pavilhão Miguel Rio Branco é um edifício impressionante e a obra do artista (desconhecido até então para mim), me emocionou bastante.

pavilhão Adriana Varejão

pavilhão miguel rio branco
Toda esta maratona dá uma fome danada e o restaurante (caro, mas excelente) foi uma pausa bem aproveitada. Ainda assim, mesmo com a ajuda dos carrinhos elétricos e com a essencial colaboração das crianças, naturalmente não conseguimos ver tudo, nem sei se vimos a metade! queria repetir um dia. Se morasse em BH, optava pelo plano de associação, e voltava sempre que pudesse!

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